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Mais uma postagem politicamente incorreta pra pra você.

Primeira cervejaria “negra” do país. Utilizam grão africano e militância contra o racismo.

1ª cervejaria 100% negra na luta contra o racismo.

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Matéria do site DW.
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Quando os fundadores da Implicantes iniciaram, durante a pandemia, uma campanha de financiamento coletivo para manter o negócio funcionando, perceberam, além do grande incentivo recebido, mais uma vez o peso do racismo brasileiro. “A coisa tá preta” foi um dos comentários mais inofensivos publicados nas mídias sociais. “Será que a cerveja vem com porra negra?”, atacou um. “A cerveja Marielle Franco vem furada”, alfinetou outro.

Os fundadores da Implicantes se sentem fortalecidos por tais ataques. “Entendemos que somos necessários”, diz Daniel Dias. “Como modelos para outros empresários negros, como um símbolo da luta contra o racismo – e, é claro, como uma cervejaria alternativa.” Enquanto fala, Dias despeja um saco de malte de cevada em um tanque de aço com água sob o qual queima uma chama de gás. “Hoje estamos fazendo uma pilsen”, diz. “Tudo começa com a mosturação, ou seja, a fermentação.”

Dias é um dos chefes da Implicantes, a primeira fábrica cervejeira do Brasil fundada e gerenciada somente por negros. A pequena fábrica, com capacidade de produção de 8 mil litros, está localizada na área industrial de Anchieta, nos arredores de Porto Alegre, onde existem outras duas dezenas de pequenas cervejarias.

Latas e garrafas da cerveja Implicantes

Contra as grandes corporações

Eles são, assim, parte de um número cada vez maior de cervejarias artesanais no Brasil, que se opõem ao domínio de grandes corporações, como a Ambev. Em 2019, o Brasil chegou a ter 1.209 cervejarias oficialmente registradas; quase mil delas são cervejarias artesanais. Além disso, a Implicantes também representa o início de uma delicada mudança social. Pois o mercado de cervejas artesanais até agora tem estado quase 100% nas mãos de brancos que têm capital para financiar uma cervejaria. A Implicantes quebra esse padrão.

A empresa foi fundada em 20 de novembro de 2018 – Dia da Consciência Negra – por Daniel Dias e seu irmão Diego Dias. Na época, Daniel trabalhava como engenheiro civil, e Diego vendia seguros de viagem. Nas horas vagas, fabricavam cerveja na casa da mãe. Então, eles transformaram seu hobby em uma profissão.

Com capital próprio, compraram uma pequena cervejaria: um galpão com caldeiras, tanques para fermentação e uma câmara fria para armazenamento. Em seguida, trouxeram o primo Thiago Rosário, que já possui experiência comercial com vendas. Além disso, a empresa também inclui o cervejeiro Andrés Amorim, que atualmente assessora o cervejeiro Daniel Dias. Durante a visita da DW Brasil à fábrica, Amorim abriu um saco de lúpulo de Hallertau, importado da Alemanha, e despejou-o na caldeira.

“Bebida elitizada”

Desde o início, os “implis”, como se autodenominam, quiseram ser diferentes, não quiseram se calar sobre o racismo no Brasil que eles próprios vivenciaram. “A cerveja artesanal está totalmente elitizada”, diz Daniel Dias, de 31 anos. No caso das cervejas escuras, costuma aparecer no rótulo uma mulher sensualizada, e as cervejas têm nomes como “mulata” ou “morena”.

Uma vez, quando “os implicantes” apresentaram sua cerveja em uma feira de cervejas, visitantes brancos disseram aos cervejeiros negros: “Vocês são segregacionistas, não fazem cervejas loiras.” Os brancos acharam isso extremamente engraçado. Só os irmãos Dias não riram. Nas mídias sociais, eles receberam mensagens ofensivas. “Não queremos sua cerveja de sorgo”, escreveu um. Sorgo é um grão usado tradicionalmente na África para fazer cervejas.

Portanto, o nome da cervejaria, Implicantes, deve ser entendido menos como uma provocação e mais como uma reação. “Queremos implicar com questões que estão estabelecidas em nossa sociedade sem maiores questionamentos”, explica Daniel Dias.

Rótulos da marca homenageiam personagens históricos da cultura negra brasileira

Entre elas está o fato de a cerveja artesanal, como todos os produtos de consumo um pouco mais caros no Brasil, ser consumida principalmente pelos ricos. “Fazemos uma cerveja acessível a todos”, diz Dias. “É claro que o pobre brasileiro também gosta de boa cerveja. Nossa cerveja não deve ser exclusiva, mas democrática e inclusiva.”

No entanto, tudo começou como uma pequena catástrofe. “Na primeira tentativa na nova cervejaria, tivemos um problema de refrigeração e tivemos que jogar mil litros fora”, lembra Daniel Dias, que tem no braço uma tatuagem que chama a atenção. Mostra uma fruta de lúpulo com um detonador – uma “granada de lúpulo”, brinca.

Cerveja de atitude

“Os implicantes” não escondem sua opinião, e quem compra sua cerveja também compra uma atitude, toma uma posição. Em seus rótulos, a marca homenageia personalidades negras da história brasileira. A American Brown Ale foi chamada de Abolicionista e traz no rótulo Luís Gama, advogado que lutou contra a escravidão em meados do século 19.

A Session Ale é uma homenagem à escritora negra Maria Firmina dos Reis, cujo romance Úrsula, publicado em 1859, descreve a vida na escravidão. É considerada a primeira romancista brasileira.

Por fim, Leônidas da Silva, um dos mais importantes jogadores do futebol brasileiro da primeira metade do século 20, também é homenageado com uma cerveja. Os rótulos da Implicantes têm cores vivas, lembram figuras de quadrinhos e são imediatamente reconhecíveis. São desenhados por Diego Dias.

Como logomarca, ele desenhou um gato preto com olhos amarelos. “Escolhemos o gato por ele ser o animal mais implicante que tem”, explica Diego. “Você passa ao lado dele, e ele vai tentar dar um tapa em você. Outro fator é que muitas pessoas acham que, pelo fato de o gato ser preto, ele causaria azar, o que, ao nosso ver, é o contrário: por ele ser preto ele traz muita sorte.”

Alguns podem dizer que a militância antirracista e social dos “implis” é apenas marketing; que eles tentam assim preencher habilmente uma lacuna no mercado. Mas eles não falam só da boca para fora. A cervejaria já doou o lucro da venda de uma cerveja às vítimas das cheias em Moçambique. E agora, durante a pandemia, eles estão levando cestas básicas para as cem famílias do Quilombo dos Alpes, na periferia montanhosa de Porto Alegre.

Pode até não ser marketing, mas funciona pra chamar a atenção da mídia.

A líder do quilombo é Rosângela da Silva, de 52 anos, neta da fundadora do quilombo. Quando Thiago Rosário, da Implicantes, chega numa tarde ao quilombo para distribuir sacolas de mantimentos, ela diz que embora se possa ver a cidade lá de cima, a cidade ignora o quilombo e que, por isso, ela é ainda mais grata pela ajuda dos fabricantes de cerveja em meio à pandemia.

Golpe da pandemia

Mas a própria Implicantes foi duramente atingida pelas medidas de isolamento social. O plano inicial era vender a marca em bares e restaurantes, mas os empresários logo viram que o mercado estava fechado, com poucas exceções. Então, se concentraram em festas, casamentos, formaturas, aniversários, etc. A pandemia acabou com seus negócios de um só golpe.

Ameaçados pela falência, lançaram um apelo por crowdfunding. Pediram 150 mil reais para salvar a cervejaria. Ao final, foram arrecadados quase 200 mil reais, doados por 1.700 pessoas. Isso permitiu que a cervejaria permanecesse aberta. Como forma de agradecimento, cada doador recebeu algumas latas ou garrafas PET recicláveis ​​com cerveja e também canecas com o lema dos implicantes: “Foda-se o Racismo”.

O cheiro típico do malte se espalha pelo galpão da cervejaria, e algumas horas depois, Daniel Dias e Andres Amorim terão feito outra cerveja pilsen, que amadurecerá nos tanques de resfriamento. As cervejas da Implicantes são cervejas artesanais típicas: puro malte, aromáticas, fortes, parcialmente refinadas com sucos cítricos, as escuras têm aromas de chocolate e café. Mas “os implicantes” são modestos. O mestre cervejeiro Daniel Dias diz que ninguém pretende fazer a melhor cerveja do mundo, mas uma cerveja de qualidade, a um preço acessível para o maior número possível de pessoas.

À noite, Thiago Rosário entra no carro e dirige para vários endereços em toda Porto Alegre. Uma vez ele tocou a campainha de uma casa em um bairro de classe média. Depois de um tempo, um homem negro abriu para ele. “Estou trazendo nosso pacote de agradecimento pela sua doação”, disse Thiago e entregou quatro latas de cerveja e duas canecas. O homem se alegrou. “Que surpresa maravilhosa”, disse. “Adoro vocês, cara. Vocês estão fazendo um trabalho importante. Não tem como não apoiar.”


As quatro cervejas da cervejaria

As quatro cervejas Implicantes:

“A “american brown ale” homenageia Luís Gama, maior advogado abolicionista do Brasil. Foi nosso primeiro rótulo. A gente já fazia cerveja em casa, então já tinha rascunhado esse rótulo”, diz Diego. Nessa semana, foram celebrados os 190 anos de Gama, no dia 21 de junho.

A gente implica", conheça a primeira fábrica cervejeira negra do Brasil -  Paladar - Estadão

A pilsen Implicantes é a Grande Artilheiro: “Decidimos homenagear o Leônidas da Silva, o Diamante Negro, jogador de futebol que difundiu o movimento da bicicleta – não foi ele que inventou”, conta Diego. Leônidas também foi dirigente e comentarista.

Primeira fábrica cervejeira negra do Brasil, gaúcha Implicantes lança  financiamento coletivo

A Implicantes “american pale ale” é “Uma Maranhense”, com a qual a cervejaria homenageia uma mulher. “A Implicantes era comandada apenas por homens negros e não ficamos à vontade de escolher. Chamei uma amiga, que definiu o rótulo”. Maria Firmina dos Reis, apontada primeira,escritora negra brasileira, abolicionista, autora do romance “Úrsula”, assinado com o pseudônimo “uma maranhense”, que dá nome à cerveja. Nasceu em março de 1822 e São Luís do Maranhão e morreu em Guimarães, no mesmo estado, em novembro de 1917, aos 95 anos.

Implicantes fala sobre ataques e luta pela representatividade negra

Para escolher a homenageada na “india pale ale” da cervejaria, os cervejeiros convocaram a irmã, que escolheu Ruth de Souza. “A atriz negra pioneira que há pouco tempo nos deixou”, resume Diego. Ruth de Souza, morta em julho de 2019, foi a primeira artista brasileira indicada ao prêmio de melhor atriz em um festival internacional de cinema (Veneza) e a primeira negra a protagonizar novela na tevê.

O TIRO DOS RACISTAS SAIU PELA CULATRA", DIZ SÓCIO DA CERVEJARIA  IMPLICANTES, QUE SOFREU ATAQUES NAS REDES - O Bar Virtual

Minha opinião

Muitos já sabem que eu fui militante do movimento negro petista no Rio de Janeiro por quase uma década, militava na Secretaria Estadual Contra o Racismo do PT. Saí porque entendi que o racismo era ‘do PT’, como o nome da secretaria já dava dica.

Hoje eu olho para quem se diz na luta contra o racismo e percebo que o caminho que a pessoa tá indo eu já fui até o final e já estou voltando.

A luta contra o racismo no Brasil é uma causa nobre mas não começou agora nem foi criada pela esquerda brasileira.

A luta começou lá atrás com os abolicionistas, estes me representam, mas desde o final da década de 70 a esquerda tomou pra si a luta contra o racismo, aí começaram a série de erros: levaram os negros a defenderem mais estado (mais impostos) em vez de lutarem por mais liberdade, já que é o estado que mais oprime o negro tirando dele metade do que ele ganha.

Pergunte a quem defende o racismo agora sobre José Correia Leite, criador na década de 70 do MNU (Movimento Negro Unificado), da Frente Negra, do jornal A Chibata, etc.. Nunca ouviram falar né? Sabe por que? Porque ele foi ‘CANCELADO’ pela esquerda por lutar por mais liberdades em todas as frentes, e se recusou a se aliar aos comunistas.

Por que não falam que a Ku Klux Klan foi criada e mantida pelos Democratas? Por que falam de Mandela e Zumbi e não falam de André Rebouças, Juliano Moreira, Machado de Assis, Thomas Sowell, Luís Gama, Rui Barbosa, Theodoro Sampaio, Francisco Paula Brito, Cruz e Sousa, José do Patrocínio, e outros? Porque o movimento negro só enaltecem os negros marxistas. Pense.

“Não temos que esperar que nos dêem coisas e direitos por poena. Temos que fazer nossa parte. Enquanto o negro continuar curtindo pagode a noite toda, nunca avançaremos. Temos que mudar os estigmas que a sociedade nos colou e essa fama de pagodeiro hedonista em nada ajuda nossa luta.”

José Correia Leite

O que quero dizer é que a luta contra o racismo não é essa conversa mole rasa de hoje, ela é profunda e com muitos negros que realmente lutaram esquecidos.

É disso que estou falando: esses militantes de classe média deveriam fazer um exercício simples: substituir a palavra NEGRO por BRANCO. Se soar como crime de ódio, não faça.

Enquanto os negros americanos perceberam cedo que o destino deles dependiam deles mesmos, aqui são instruídos a dependerem do estado. Onde temos a maior classe média e rica formadas por negros no mundo?

Mas quem sou eu pra criticar a iniciativa de meus irmãos pretos? Eu aplaudo de pé. São corajosos empreendedores que decidiram ir à luta em vez de esperar esmolas do estado.

Desejo muito sucesso!


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12 respostas

    1. É sim. É tendência mundial entre o pessoal que quer melhorar o mundo derrubando o que já está pronto pra construir outro no lugar. Se você achou nojento, você é normal como eu. Como a maioria.

  1. Sem álcool em gel já estaríamos todos mortos, mas parece que algumas pessoas não entendem como é importante ouvir os especialistas.

  2. Para o brandy ser considerado Cognac, necess rio que as uvas tenham sido cultivadas, fermentadas e destiladas na Fran a, mais especificamente na regi o de Charente, ao norte de Bordeaux. l que est localizada a cidade de Cognac, que deu nome bebida.

    1. Não. Errado.
      O Conhaque originou-se na região de Cognac, próxima a costa leste, quando marinheiros franceses, precisando de espaço nos porões dos navios, resolveram destilar o vinho popular produzido ali. Do acondicionamento dessa bebida destilada em barricas de carvalho, surgiu a cor dourada, hoje típica do conhaque. A região não fica em Bordeaux, fica longe, bem ao norte do outro lado do Garona (Garonne).

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