fbpx

Mais uma postagem politicamente incorreta pra pra você.

O primeiro motor automotivo movido 100% a vinho tinto já existe e está em testes.

Carros movidos a vinho tinto? Sim.

Conteúdo protegido. Quer uma cópia? Comente, compartilhe e me chame no WhatsApp.

O que você imaginar, personalizamos pra você.

Surpreenda no presente de casamento, bodas, aniversários. Clique na imagem e saiba mais no site do fabricante.

Mecânico português inventa motor que funciona a vinho tinto

Manuel Bobine, mecânico há 40 anos, inventou o primeiro motor de combustão do mundo alimentado a… vinho tinto. Este português quer acabar com o desperdício e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

Créditos:

Vinho como combustível. Todos os detalhes desta tecnologia.

Manuel Bobine, natural de Vila Alva, no conselho de Beja, é o homem do momento. Há mais de 40 anos que na oficina «Bobine & Filhos Lda.», faz assistência e manutenção às máquinas agrícolas desta pacata vila alentejana.

Mas Manuel Bobine não é apenas mecânico, é um autodidata. Interessado em áreas do conhecimento tão distintas como a astrofísica, a mecânica, a agropecuária e a química, desenvolveu o primeiro motor de combustão a vinho tinto do mundo.

Hoje com 50 anos de idade, a celebrar 40 anos de profissão — outros tempos, em que se começava a trabalhar em idade precoce… —, Manuel Bobine terminou aquele que considera ser o “projeto de uma vida”. Foram 10 anos de trabalho dedicados ao desenvolvimento de uma tecnologia que pretende libertar Portugal dos combustíveis fósseis.

Vinho tinto, o biocombustível português

A União Europeia tem limites muito restritos em relação à produção de vinho, sendo que os excessos de produção não podem ser vendidos ao público. Foi nesta norma europeia que Manuel Bobine viu a sua oportunidade.

Em declarações à Razão Automóvel, este mecânico alentejano revelou as suas motivações:

“O combate ao desperdício deve ser uma prerrogativa de todos nós. Utilizar os excessos de produção vinícola para colocar Portugal em movimento foi a minha motivação maior.”

Manoel Bobine
Motor movido a vinho, funciona?? E o teor alcoólico?! - Carros das Antigas

Como funciona esta tecnologia

Com base no motor de um Renault 4L, Manuel Bobine começou a trabalhar na conversão de um motor a gasolina (ciclo Otto) num motor de combustão a vinho tinto.

A escolha pelo modelo francês assentou em três fatores, “em primeiro lugar a sua simplicidade mecânica. A ausência de uma eletrónica complexa permitiu-me alterar o ponto de ignição do motor às necessidades do vinho tinto, e a abundância de peças permitiu-me alterar vários componentes sem gastar muito dinheiro, até encontrar o curso e taxa de compressão ideal para este combustível” revelou-nos este inventor.

O trabalho mais complexo revelou-se ao nível dos carburadores. “Tal como no consumo humano, é preciso deixar o vinho respirar para conseguir extrair todo o seu potencial. Foi por isso que adaptei uma resistência semelhante aos motores Diesel: o carro só arranca depois do vinho respirar nas cubas do carburador”. Segundo Manuel Bobine, este processo permitiu incrementar a potência do motor em 20% e baixar as emissões em 21%.

Mais dois anos até entrar em produção

Para já, o principal obstáculo a esta tecnologia diz respeito às quebras de rendimento em função do vinho. Segundo Manuel Bobine, o vinho é um excelente combustível, mas tem uma grande variável: o teor alcoólico.

‘A graduação alcoólica não interfere apenas no sabor do vinho, interfere no seu rendimento. Neste particular, os vinhos do Porto e licorosos são os que têm melhor rendimento, mas pior performance ambiental.

Manuel Bonine

Foi principalmente pela questão ambiental que a escolha final recaiu sobre o vinho tinto. Já as castas, o período de estágio em barricas e a região vinícola são fatores que não importam tanto, permitindo assim recorrer à produção de vinho para combustível em vários pontos do país.

O Fiat 500 foi a escolha para tentar colocar esta tecnologia num carro moderno.

Manuel Bobine agora conta com a ajuda do seu filho, Francisco Bobine, que se dedicava nos tempos livres à reprogramação de centralinas de motores Diesel, para conseguir adaptar uma mecânica moderna a este combustível.

“Se conseguirmos que a centralina do motor seja capaz de analisar o teor alcoólico do vinho, podemos fazer as misturas que entendermos no depósito, porque a gestão eletrónica do carro vai adaptar-se.

Manoel Bobine

Para Manuel Bobine, este trabalho teve uma dupla satisfação, “consegui não só arranjar uma solução para o desperdício de vinho mas também consegui convencer o meu filho a desistir das reprogramações amadoras de motores Diesel. A qualidade do ar na freguesia melhorou muito”.

No final da entrevista — realizada no dia 1 de abril de 2019 — Manuel Bobine ainda nos confidenciou que tinha tentado aplicar esta tecnologia ao azeite, mas cedo percebeu que a concorrência em Portugal era muita.


O que você acha dessa novidade?

5 e-books, 400 págs.

Saiba tudo sobre Vinhos

Quer falar sobre vinhos como um especialista?

De R$ 49,90 por R$ 4,90

Cupom expira em 01/02/2020:

Dias
Horas
Minutos
Segundos
A promoção acabou. Aguarde a próxima.
Shape
Shape

Gostou dessa postagem?

Explore as anteriores.

Não esqueça de deixar sua crítica, sugestão ou dúvida nos comentários. AJUDE O BLOG TORNANDO-SE MEMBRO OU CLICANDO EM UM ANÚNCIO.

12 respostas

    1. É sim. É tendência mundial entre o pessoal que quer melhorar o mundo derrubando o que já está pronto pra construir outro no lugar. Se você achou nojento, você é normal como eu. Como a maioria.

  1. Sem álcool em gel já estaríamos todos mortos, mas parece que algumas pessoas não entendem como é importante ouvir os especialistas.

  2. Para o brandy ser considerado Cognac, necess rio que as uvas tenham sido cultivadas, fermentadas e destiladas na Fran a, mais especificamente na regi o de Charente, ao norte de Bordeaux. l que est localizada a cidade de Cognac, que deu nome bebida.

    1. Não. Errado.
      O Conhaque originou-se na região de Cognac, próxima a costa leste, quando marinheiros franceses, precisando de espaço nos porões dos navios, resolveram destilar o vinho popular produzido ali. Do acondicionamento dessa bebida destilada em barricas de carvalho, surgiu a cor dourada, hoje típica do conhaque. A região não fica em Bordeaux, fica longe, bem ao norte do outro lado do Garona (Garonne).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »
error: Quer uma cópia do artigo? Me peça via WhatsApp. É grátis!