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Mais uma postagem politicamente incorreta pra pra você.

Conheça o primeiro método de elaboração de vinhos que nasceu no Brasil, a terra da malandragem.

Desmitificando o Método Purista: qualidade ou só marketing?

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Conheça o primeiro método de elaboração de vinhos que nasceu no Brasil, a terra da malandragem.

Com certeza você já ouviu falar muito mas até hoje não entende o que significa o método purista. Vou desmitifica-lo hoje.

Faça uma busca rápida no Google pra ver um fenômeno: todas as páginas falando bem do tal método purista. Mas será que que é porque provaram e aprovaram ou tem jabá aí no meio?

Não dá pra afirmar que todas as páginas que postaram sobre o tal método receberam algum dinheiro da cota de publicidade da vinícola Lídio Carraro, mas é notório que essa é a empresa do ramo que mais investe em marketing no país: patrocinaram as olimpíadas e a copa do mundo no Brasil e o Rock in Rio.

Nenhuma outra vinícola chegou nem perto de investir em um ano nem 10% do que a Lídio Carraro investiu em cada um desses eventos. Daí você entende que dinheiro pra publicidade não é problema, imaginar que pagar um pixulé pra blogueiros e jornalistas falarem bem da marca não seria nenhum absurdo, mas não há como provar que fazem isso, só podemos suspeitar.

O que é o método purista?

O método purista foi criado pela então enóloga chefe da Lídio Carraro, Monica Rossetti.

Como descrevem:

Purista é processo de produção que se diferencia dos demais por ser conduzido com o mínimo de interferência e o máximo respeito à expressão natural da uva juntamente com o terroir de origem.

Exemplos de etapas características da produção purista:

  • é o estudo de clones mapeamento de solos;
  • controle das etapas de produção;
  • recebimento de uva por gravidade;
  • vinificação de vinhos sem o uso tradicional de barris de carvalho.

É graças à atenção redobrada em cada detalhe do processo de elaboração que a filosofia purista permite a origem de vinhos particulares, ricos em complexidade, estrutura e equilíbrio.

O que inventam:

Colheitas das uvas é feita em diferentes épocas do ano, “umas mais verdes outras mais maduras”.

Que?

É isso mesmo. Olha esse vídeo que eu suspeito ter sido patrocinado (jabá) afirmando isso em 1:30seg:

O problema é que a maioria das pessoas são leigas e não percebem o absurdo que foi dito. Admito que a Merlot é colhida antes das demais cepas tintas pois é de maturação precoce e o viticultor pode realmente colher ela no início do verão e também no final do verão (se decidir arriscar), isso diz tudo sobre ela ser a melhor tinta produzida no país (é colhida antes das chuvas de verão), mas as demais tintas são colhidas na plenitude ou no fim do verão, e os viticultores torcem muito para não chover, pois os bagos podem inchar e estourar.

Esse floreio é comum em quem fala desse método. Repare que todos os que falam “desinteressadamente” do método, faz um esforço tremendo pra te convencer de que ele é “fantástico”.

O que eu penso do método purista:

Antes de mais nada quero deixar claro minha admiração pela enóloga Mônica Rossetti, a conheci pessoalmente em São Paulo, é uma mulher simples, acessível, lindíssima e extremamente competente.

A minha opinião se limita ao marketing que é feito em cima do método purista, de invenção dela.

Esclarecido isso, vamos à minha opinião.

“A diferênça entre o método purista e o método “tradicional” é o não uso de barricas. O resto é marketing”.

Sommelier Eduardo Sabino

Vamos então entender como chegeui nessa conclusão fazendo um comparativo.

Produção purista:Métodos “tradicionais”:
Estudo de clones mapeamento de solosTambém faz
Controle das etapas de produçãotambém faz
Recebimento de uva por gravidade*Ninguém sabe o que isso significa
vinificação de vinhos sem o uso tradicional de barris de carvalho.Usa barricas.
Clareamento por decantação de resíduos (nos vinhos premiums).Também faz.
*Se você souber o que significa, coloque nos comentários.
O que as demais vinícolas fazem é fazer o esmagamento por gravidade (sem nada pressionando as uvas em cima, o próprio peso delas as empurram pra baixo, para as espirais que as esmagarão). Se for isso, pra quê complicar?

Por que os vinhos puristas são tão caros?

Porque alguém tem que pagar os custos com marketing.

Imagem: loja Lídio Carraro

Como convencer alguém a comprar um tannat, a uva que mais necessita de estágio em barricas, sem passagem pela barricas e por esse preço? Com marketing. Muito marketing e algumas medalhas em campeonatos e publicações inexpressivas (mas que deixam a garrafa linda), a exceção é a avaliação de Jancis Robinson.

Premiações/Vinho Oficial Premiações/Vinho Oficial

Selo Grand Gold, Wines of Brazil Awards 2019

17,5 pontos publicados no site Jancis Robinson

Único vinho tinto brasileiro na lista dos 76 melhores vinhos do mundo, no catálogo Le Currier Vinicole, no Canadá

Melhor vinho do Brasil e Uruguay pela Revista Vinum na Suíça

Melhor Tannat do mundo pela revista alemã Weinwelt

Vinho do Ano de 2013 com 94 pontos, pela Snooth nos USA, por Gregory Dal Piaz.

Imagem: loja DiVinho

Como explicar que um Tannat feito na melhor vinícola do mundo quando o assunto é Tannat, a uruguaya Bouza, que estagiou por 16 meses em barricas de carvalho francês novos que custam cada uma US$ 850,00 no mínimo (R$ 4.400,00), pode custar mais barato que um que não passa por barricas?

E os vinhos puristas mais baratinhos?

Esses são feitos exatamente como as demais vinícolas fazem seus vinhos mainstream, só que custam mais caros.

Olha eu aí vendendo o Faces.
Essa é a vendedora que virou minha amiga, Daniella Lazaronni (sim, é parente próxima do ex técnico da seleção). Essa doçura de ser humano me apresentou os vinhos da Lídio Carraro pela primeira vez. Bebi, gostei principalmente dos Agnus Pinot Noir e do Chardonnay, e do espumante. Ela infelizmente não está mais entre nós. Saudades demais, Dani.

Linha Faces

Inspirado no conceito ‘a melhor expressão é ser você’, a linha Faces do Brasil comunica sonhos, sentimentos, ideais e o prazer de viver as boas coisas da vida.”

Vinícola Lídio carraro
Lidio Carraro estreia no Rock in Rio
Patrocínio Rock in Rio.
Eu, Gourmet: Vinho Lídio Carraro Faces - licenciado oficial da Copa do Mundo  FIFA 2014™ - será apresentado na ProWein
Patrocínio Copa do Mundo no Brasil.
Degustação apresenta vinhos criados pela Lídio Carraro para Olimpíadas -  Metrópoles
Patrocínio Olimpíadas do Rio de janeiro.

A linha Faces do Brasil é a linha de entrada da vinícola. Ela é a utilizada nos patrocínios. Mas é bom?

Os espumantes são sim, muito bons. Dos vinhos tranquilos eu recomendo o rosé. O branco só bem gelado (abaixo dos 8ºC), o tinto eu não recomendo porque os defeitos são indisfarçáveis, principalmente a acidez.

Linha Dádivas

Imagem: print do Facebook enviado por um amigo e colaborador do blog.

“Criações de personalidade marcante para celebrar as Dádivas da vida!”

Vinícola Lídio carraro

Linha acima do Faces. Recomendo o Pinot Noir, realmente bom e o Chardonnay, esse é muito bom, bem mineral, acidez firme, frutado, começa e termina bem. Deve ser servido na temperatura ideal (entre 9% e 10%).

Nota: o grande destaque da linha vai para o espumante. É realmente excepcional e vende muito. Minha postagem acima no Facebook não me deixa mentir. Ficou entre os 10 vinhos mais vendidos no ano anterior e em 13% no ano seguinte. Caiu porque passei a trabalhar com o Cave Geisse.

Premiações do Chardonnay confirmam o que eu disse:

• Selo Gold, Wines of Brazil Awards 2019

• 92 pontos, 4 estrelas, Decanter Magazine

• 90 pontos (17), Jancis Robinson

Custo médio: R$ 52,00 os vinhos e R$ 55,00 os espumantes.

Esse eu recomendo.

Linha Agnus

Vinho Lidio Carraro Agnus Malbec 750 mL | Vineria 9

“Inspirado na expressão ‘Agnus Dei’, que significa ‘cordeiro de Deus’ em latim, a linha AGNUS simboliza Pureza e homenageia o terroir de Encruzilhada do Sul, município conhecido como a “Terra do Cordeiro”.”

Fonte: site Vinícola Lídio Carro.

É a linha acima do Dádivas, com vinhos de 13,5% a 14,5% (o tannat). Eu recomendo o Malbec por ser um MALBEC BRASILEIRO. Nosso clima é muito menos frio, com mais sol, o que proporciona um Malbec mais maduro, com mais brix. Vale a experiência.

Custo médio R$ 135,00.

Linha Singular

Essencial e original como cada elemento da criação. A descoberta da vocação de novas uvas em território brasileiro em uma expressão pura e incomparável.”

Vinícola Lídio Carraro

É a linha acima do Agnus. É a primeira dentre as premiums. São apenas três vinhos elaborados com castas exóticas para o terroir brasileiro, Teroldego, Nebbiolo e Tempranillo. Destes eu recomendo o Teroldego porque é um vinho com essa uva é dificílimo de se encontrar, ainda mais um feito com 100% da uva.

Preço médio: R$ 198,00 (Teroldego e Tempranillo, 14% apv) e R$ 390,00 o Nebbiolo, R$ 14,5% apv (mesma uva dos Barolos).

 O Barolo deve envelhecer em cantina por pelo menos 3 anos, sendo que desse período, o Barolo deve repousar ao menos 18 meses em barris de madeira. No quarto ano após a vindima, o Barolo pode ser comercializado.

São 4 anos de dinheiro parado. Como pode custar mais barato que um Singular?

Linha Grande Vindima

“Criações que nascem de um contexto maior e transcendem o ideal de excelência Lidio Carraro. Das mãos e do coração que acreditam no vinho maior, no vinho autêntico, resultado da terra, da natureza, da doação e do amor.”

Vinícola Lídio Carraro.

Por muitos anos foi a linha super premium exclusiva, hoje já há outras. É caro: R$ 290,00 o Merlot e o Quórum (blend) e R$ 390,00 o Tannat.

Linha Vinum Amphorae

VINUM AMPHORAE II safra 2019 - Cota com 2 garrafas de 750ml  - Vinícola Lidio Carraro
Imagem: site da vinícola Lídio Carraro.

Essa foi uma bela sacada do marketing da empresa: reservar vinhos em ânforas como os antigos produtores europeus faziam. O preço? R$ 790,00 por um kit com duas garrafas. Vai encarar?

Fonte: Loja Lídio Carraro.

Por que dizem “escolhida” em vez de “patrocinadora”?

A própria vinícola faz a afirmação em seu site.

Basta fazer uma busca no Google com a frase “Lídio Carraro Escolhida”, pra ver a mágica acontecer.

Imagem: rádio 890 AM
Imagem: site ComproWines

http://www.eu-gourmet.com/2017/07/lidio-carraro-e-vinicola-escolhida-para.html

Até o principal jornal do Sul do país ….


https://blogs.gazetaonline.com.br/vinhosemaisvinhos/2013/03/a-vinicola-lidio-carraro-e-escolhida.html

A prórpia revista oficial do evento Rio Open a relaciona no rol de PATROCINADORES. O mesmo ocorre nos sites oficiais da FIFA, ROCK IN RIO e CBF.
Por quê os blogs e jornalistas insistem e afirmar que a empresa foi “ESCOLHIDA”?
Resposta: MARKETING.

História dos Lídio Carraro (resumo).

Pouca gente sabe, graças aos nossos professores que estão mais interessados em ensinar o que não deve, que os italianos só chegaram ao Brasil na década de 1970, dentre essas famílias de imigrantes estava a família Carraro.

A família plantou suas primeiras vinhas em 1975 no Rio Grande do Sul. Fazem vinhos comercialmente desde a década de 1980, mas apenas em 1988 começaram a trocar o método de condução de latada para espaldeira.

O primeiro a cursar enologia foi juliano Carraro na década de 1990, o salto de qualidade começou a partir daí. Construíram a adega em 2001, fundaram a vinícola Lídio Carraro em 2002 e lançaram os primeiros vinhos da marca em 2004. Daí pra frente você já sabe.

Minha opinião.

Método purista está pra vinhos como “leite” de amêndoas está pra leite.

A maioria das pessoas foi levada a acreditar que existe leite de amêndoas, ou soja, ou de qualquer outro grão ou vegetal, quando o que bebem (e pagam mais cara pra isso) é mero resíduo. Qual é o problema de se beber leite de soja em vez do comum, de verdade? Nenhum, o problema é fazer marketing pra convencer que aquilo É LEITE e que PAGAR MAIS CARO é chique.

Leite só é produzido por mamíferos. Vinhos caros só são produzidos por longos estágios em barricas.

O resto é marketing.

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12 respostas

    1. É sim. É tendência mundial entre o pessoal que quer melhorar o mundo derrubando o que já está pronto pra construir outro no lugar. Se você achou nojento, você é normal como eu. Como a maioria.

  1. Sem álcool em gel já estaríamos todos mortos, mas parece que algumas pessoas não entendem como é importante ouvir os especialistas.

  2. Para o brandy ser considerado Cognac, necess rio que as uvas tenham sido cultivadas, fermentadas e destiladas na Fran a, mais especificamente na regi o de Charente, ao norte de Bordeaux. l que est localizada a cidade de Cognac, que deu nome bebida.

    1. Não. Errado.
      O Conhaque originou-se na região de Cognac, próxima a costa leste, quando marinheiros franceses, precisando de espaço nos porões dos navios, resolveram destilar o vinho popular produzido ali. Do acondicionamento dessa bebida destilada em barricas de carvalho, surgiu a cor dourada, hoje típica do conhaque. A região não fica em Bordeaux, fica longe, bem ao norte do outro lado do Garona (Garonne).

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