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Mais uma postagem politicamente incorreta pra pra você.

Como 3 mulheres revolucionaram o mundo dos espumantes.

Espumantes, a bebida do diabo: criação de um inglês, 3 mulheres empoderadas, não de um monge.

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Se os vinhos têm mais de 9 mil anos, os espumantes têm apenas 400 anos.


Vinho do Diabo.

As bolhas surgiram por acidente e os monges (que era quem tinha conhecimentos de vinicultura na época) chamavam os vinhos com bolhas de VINHO DO DIABO, já que elas estouravam as garrafas trazendo perdas e a sensação de que algo sobrenatural havia atuado naquelas garrafas as transformando em bombas-relógio.


Mas se não foram os monges, quem o criou?

Oficialmente o inventor do espumante foi no inglês Chrsitopher Merret , segundo documento de 1662, da Royal Society of London. Mas quem desenvolveu as técnicas do método tradicional? Nossas três heroínas:

Jeanne Antoinette Poisson, a Madame de Pompadour (1721-1764).
Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin (1777-1866).
Louise Pommery (1819-1890).

Mas e Dom Pérignon?

Dom Pérignon

Gravura mostra a escolha de uvas para o Dom Pérignon - Gamma-Rapho via Getty Images - Gamma-Rapho via Getty Images
Dom Pérignon escolhendo as uvas. Imagem: Gamma-Rapho via Getty Images.

Dom Pérignon foi um monge beneditino (Sainte-Menehould, 1639 — Abadia de Saint-Pierre d’Hautvillers, 24 de setembro de 1715) reconhecido por muitos historiadores como o inventor do champagne. Oficialmente ele é o inventor do Champanhe, ao menos para a imprensa e para os “entendidos”. Hoje esse mito cai.

Quase contemporâneo de Luis XIV, ele não era nem viticultor nem alquimista. Foi numa peregrinação à Abadia de Saint Hillaire que ele descobriu o método de vinificação dos vinhos efervescentes. De volta ao mosteiro de Hautvillers, perto de Épernay, ele importou então o método Limouxine: o método ancestral.

“Estou bebendo estrelas”, teria dito Dom Pierre Pérignon, monge beneditino, tesoureiro da abadia de Hautvillers, ao beber pela primeira vez o espumante vinho de Champagne, que ele teria “descoberto”. No entanto, a história real por trás dessa lenda diz que Pérignon, durante boa parte da vida, tentou é criar uma maneira de acabar com a espuma que seus vinhos produziam.

Nos idos do século XVII, época em que viveu Pérignon, os vinhos mais reconhecidos eram os borgonheses da região de Beune. Eram tintos de extrema riqueza e os preferidos pela corte. Champagne, naquele momento, não era páreo em termos de vinhos tintos, mas esforçava-se para produzir um branco de alto nível.

Foi Pérignon, aliás, quem prescreveu usar somente uvas tintas, como a Pinot Noir, para produzir os vinhos brancos (lembrando que todo vinho é originalmente branco e só ficam tintos caso sejam macerados com a casca tinta). Contudo, os vinhos da região costumavam apresentar um grave “defeito”. Eles tinham uma instabilidade e tendiam a parar de fermentar com a chegada do frio no outono, e recomeçar a fermentação com o aumento da temperatura na primavera.

Isso certamente não era um problema enquanto os vinhos estavam em barris, porém, o consagrado monge de Hautvillers não gostava de deixar seus vinhos muito tempo nas barricas, alegando que eles perdiam seus preciosos aromas caso não fossem engarrafados cedo. Com isso, a segunda fermentação acontecia dentro da garrafa e, como o vidro não era muito resistente, as garrafas explodiam devido à pressão gerada pelo gás carbônico.

Para se ter uma ideia, era natural andar dentro das caves com um capacete protegendo a cabeça e roupas mais resistentes para evitar cortes devido aos estilhaços de vidro de garrafas que explodiam. Tamanha fragilidade, obviamente, dificultava o comércio da abadia de Hautvillers, que era extremamente lucrativo. Por volta de 1700, seus vinhos valiam cerca de 50% mais do que os outros da região. Então, diante disso, o que Pérignon sempre quis, foi evitar essa segunda fermentação, pois ela causava prejuízo.

Fonte: Revista Adega.

Só depois que ele começou a comprar garrafas inglesas, mais resistentes, é que voltou a produzir comercialmente, e com segurança, o champanhe.

[Colocar Alt]

O que não te contaram?

A história acima é a que contam na imprensa e nos cursos de sommeliers, mas vou te contar a história completa que só encontrada em livros.

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Cêra de abelhas. Imagem: Shoppe

Don Pérignon não foi o inventor da rolha de cortiça.

Ele vedava suas garrafas com couro e panos embebidos em cêra de abelha.

Os primeiros a vedar garrafas de vinhos com rolha foram os ROMANOS, séculos antes. Ele só “descobriu” isso e passou a colocar rolhas em suas garrafas.

As rolhas já eram produzidas e utilizadas pelos ingleses nessa época.

Hoje Portugal é o maior produtor de rolhas de cortiça do mundo.

Não foi Don Pérignon quem inventou o espumante. Ele roubou o método.

Quem inventou foram os franceses do sul do país em 1531. Don Pérignon aprendeu a técnica lá, numa abadia beneditina e, contrariado por causa de um assédio mal sucedido a uma mulher, da qual ele quis se vingar acusando-a no tribunal da Igreja (não lembro a acusação), mas viu seus pares não levarem adiante o caso, ficou furioso e roubou a receita dos espumantes e a levou para produzi-lo bem longe dalí: a região da Champanhe. Por vingança levou seu vinho aos aristocratas e à monarquia e tomou pra si a invenção do vinho espumante que viria no futuro a ser chamado de champanhe.


Madame de Pompadour

Madame de Pompadour

La rencontre de Louis XV avec madame de Pompadour

Imagem: Print Collector/Getty Images…

Madame de Pompadour conheceu Luis XV quando esse cansou da viuvice. Na primeira abordagem do monarca ela fez cara de nojo e disse NÃO QUERO!

“A marquesa olhou para o tentador, sorrindo.

  • Está tudo bem, ela disse, eu sei; mas …
  • Mas? repetiu o duque.
  • Mas prefiro a estima dos meus contemporâneos a tudo isso.
    E isso foi tudo o que o duque poderia obter dela. “

Ele então foi pra cima de outra, a Marquesa de Rochechouart. Mas ela também rejeita os favores do rei, que era bonito, dizem que foi o rei mais belo que a França ja teve.

O historiador Alexandre Dumas explica que o rei ficou cabisbaixo e cada vez mais sombrio, não estava acostumado a receber não como resposta.
Ele chegou até a cancelar as festas pomposas que fazia no palácio de Versalhes. Estava realmente triste e o que melhorou sua alta estima foram as dançarinas alemães e inglesas que respondiam bem aos seus gracejos, mas ele queria alguém da alta burguesia, então, numa das poucas festas que aceitou ir (em Trianon ou Choise, não se tem certeza) patiu de novo pra cima da Marquesa de Pompadour, dessa vez decidio a não receber um não como resposta. Ela o frustrou novamente dizendo NÃO É NÃO!

Ele ficou bolado, mas não demonstrou irritação, pelo contrário, foi cavalheiro e cortez e a convidou para uma das festas de vinhos organizadas por produtores e negociantes de vinhos, dessa vez no palácio de Versalhes. Ele pretendia impressionar com sua casa bonita, mas tinha um problema, a Marquesa de Pompadour era rica, muito rica, e sabia que era linda, logo, podia escolher qualquer homem que quisesse. Filha de um financista de sucesso, grande produtora de vinho (o que na época era algo escandaloso), ela valorizava sua solteirice. Gostava de ter seus prórpios amantes secretos, segundo alguns historiadores, alguns eram negros escravos de colônias africanas.

Madame de Pompadour foi filha primogênita de Louise-Madeleine de La Motte, casada com François Poisson. Após a morte de François nunca mais se casou.

Mas homem é assim, quanto mais difícil, mais ele se interessa. Luis XV perdeu o interesse nas demais mulheres do mundo (e ele podia ter qualquer mulher, teoricamente), e focou todos os seus esforços na conquista da Marquesa de Poumpadour.

Ela tinha tudo o que ele desejava numa amante, ela pertencia à alta aristocracia francesa, era rica, não teria segundas intenções portanto, era admirada pelos plebeus (tanto que inspirava peças de teatro), era lindíssima e muito moderna e inteligente.

Madame de Pompadour era tão famosa que inspirou até uma opereta - Getty Images - Getty Images
Peça de teatro inspirado na vida de Madame Pompadour. Imagem: Getty Imagens

Finalmente na festa regada a vinho no palácio de Versalhes, após várias taças de vinho, ela cede às investidas do rei e aceita ser sua amante particular, não sem antes exigir que ele não poderia impedir que ela mantivesse seus amantes. Ele também poderia ter outras amantes, mas deveria ser discreto.

Não foi o vinho o que a fez ceder, dizem que ela viu ali uma oportunidade de conseguir comprar terras para trasnformar em vinhedos, pois naquela época não bastava dinheiro pra comprar terras, a terra era algo levado muito a sério visto que era a principal herança passada ao filho mais velho do falecido pai (as regras de herânça só mudaram 30 anos mais tarde com o Novo Código Civil de 21/03/1804, no governo de Napoleão Bonaparte, que determinou que a herança fosse dividida entre todos os filhos, incluindo filhas. Por isso os vinhedos franceses são menores: cada filho passou a poder produzir suas próprias uvas e vinhos, ou simplesmente decidir plantar outra coisa). Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_XVIII_de_Fran%C3%A7a

Ser amante do rei facilitaria as coisas.

Foi agraciada com o título de Marquesa de Pompadour em 12/10/1975, mas nunca chegou a utilizar o título, na verdade não dava a mínima pra ele, o povo a apelidou de Reinette, “raizinha” em francês, ela gostava mais desse “título”.


Primeira mulher produtora de champanhe.

Ela produzia o vinho do diabo no século XVIII quando muitos vinicultores ainda torciam o nariz pra novidade. Investiu suas fichas no novo estilo porque gostava da bebida, tinha clientes contentes e porque podia, não tinha que dar satisfação pra ninguém. Seus principais clientes eram os ingleses.


A contribuição de Madame de Pompadour à fama do champanhe francês.

Ela não foi a primeira a beber a bebida do vinho espumante na França, Luis XIV já o adorava, mas o espumante caiu no esquecimento pela primeira vez. Ela reativou a “moda” na época levando seus próprios vinhos espumantes (e de outros produtores, além dos de um grande negociante de vinhos e uvas) para as festa da côrte.

E foi a relação de Pompadour com esse comerciante da Champagne que selou a entrada da bebida nas altas rodas francesas e, consequentemente, a sua associação a festas e sofisticação. Isso sem contar o pequeno detalhe que a família de Pompadour tinha lucrativas terras na Champagne. Graças a ela, esse empresário, chamado Claude Möet, fez com que seu vinho fluísse cada vez mais em Versalhes.

A Möet et Cie surgiu em 1743 e virou Möet et Chandon em 1833. Em mais de 200 anos, tornou-se uma marca poderosa de luxo. Em 2018, homenageou Pompadour com uma edição limitada de champanhe rosé que faz uma releitura contemporânea de um baile de máscaras na corte.

“Champanhe é o único vinho que deixa uma mulher bonita depois de bebê-lo”, ela teria dito.


Viúva Clicquot (Veuve Clicquot).

Infelizmente a “moda” do champanhe acabou lá por volte de 1740 por causa da má qualidade dos espumantes. O mercado foi inundado por oportunistas que buscavam dinheiro fácil e a qualidade ruim dos vinhos abalaram a sua reputação. Como vimos acima, Madame de Pompadour conseguiu reativar a moda filtrando o acesso de espumantes na cõrte. Só os de qualidade entravam nas festas.

No fim do século XVIII os produtores sentiram o baque e começaram a investir em qualidade. As garrafas ainda explodiam e começaram a pensar em melhores técnicas para tentar produzirem com qualidede e segurança, além de terem como aumentar a produção, transformando o espumante numa bebida realmente rentável.

Barbe-Nicole Clicquot Posardin (1777-1866) perdeu seu marido em 1805, ele era um talentoso produtor da região da Champagne. mesmo sem ter experiência como vitinicultora ou como mulher de negócios, resolveu aceitar o desafio de levar a empresa pra frente. Seu empenho deu os resultados que vemos hoje: é uma das maiores e mais conceituadas casas de champanhe da frança.

Ela se trasformou em inspiração pra outras mulheres francesas pois foi uma das primeiras mulheres do mundo a comandar uma mega empresa de alcance internacional.

Ela se tornou mais que isso, pois era audaciosa, seus espumantes chegavam até à Russia, inimiga da França. Os russo adoravam principalmente os seus espumantes mais doces. Com o fim da guerra, com vitória iminente da Rússia, os russos ocuparam a região de Champagne e claro, beberam sua nova bebida preferida: o champanhe.

“Hoje eles bebem, amanhã eles pagam.” Teria dito a Viúva Cliquot, mas ficou tudo no fiado, pois só depois a Rússia tornou-se o maior mercado de vinhos espumantes da Champagne. O que só acabou após a revolução de 1917, quando o povo empobreceu e a bebida só continuou na ser consumida pelos membros do partido comunnista.


A contribuição da viúva Clicquot.

Foi ela quem inventou o MÉTODO TRADICIONAL tão repetido hoje e chamado na Champagne de método champenoise. Umas das técnicas do método é o “remuage”: colocar as garrafas viradas pra baixo e ir girando elas de tempos em tempos para as borras irem se desprendendo e se fixando no fundo (gargalo). Depois de pronto ficava mais fácil tirar as borras com um mínimo de perda de vinho espumante.

Outra técnica inventada foi o “degórgemente”, que é o momento de retirada das borras. Ela passou a retirar as borras após congelar o gargalo, dessa forma as borras se solidificavam e saíam sozinhas com a pressão do vinho.

Essas técnicas tornaram o champanhe numa bebida mais acessível, pois a produção pôde ser aumentada. Antes era uma bebida exclusiva de ricaços e nobres, além de proporcionar mais limpeza e clareza à bebida. Imagine beber um vinho delicioso porém turvo, assim eram todos os espumantes do mundo (incluindo os já famosos alemães sekt), tudo isso mudou com as técnicas da viúva.

“No período de uma única geração, o champanhe escapou da derrapagem rumo à periferia comercial para se tornar uma possante locomotiva da economia. De 1790 a 1830, as vendas cresceram quase 1.000%, passando de umas poucas centenas de milhares de garrafas a mais de 5 milhões por ano. No despontar do século 20, antes mesmo que a Era do Jazz fizesse do champanhe o símbolo de uma época, o mundo já comprava 20 milhões de garrafas do espumante por ano.”.

Fonte: UOL/Nossa

A contribuição da revolução industrial.

A revolução industrial proporcionou o desenvolvimento de conhecimentos de química que proporcionaram garrafas mais resistentes à pressão (os champanhes chegam a ter até 6 atmosferas de pressão).

Chaptalização.

O francês Jean-Antoine Chaptal 1756/1832, aperfeiçoou em 1777 o método de adicionar açúcar ao vinho, só que diferentemente de Christopher Merret, que usou o método pela primeira vez para aumentar a quanbtidade de gás carbônico, e o registrou em dezembro de 1662, Chaptal desenvolveu estudos que permiiu a adição das quantidades exatas de açúcar para conseguir maiores teores alcoólicos.

Ele descobriu que pra cada 1% de álcool deveria ser adicionado 17 gramas de açúcar (sacacarose). Isso beneficiou em muito a indústria da Champagne que utilizou seus conhecimentos para conseguir mais bolhas (e mais teor alcoólico) com segurança.


Louise Pommery

Achou a Veuve Clcquot ousada para sua época? É porque voce não conhece a história de Louise Pommery.

Teve a coragem que muitos macos não tem: mudar radicalmente o nicho de negócios.

Ela abandonou totalmente a produção do vinho tranquilo (sem borbulhas) e investiu tudo na produção de champanhe. Abandonou também a produyção de lã, que era o forte da região, depois deixou em segundo plano a produção de espuimantes deces, preferido dos russos, e começou a produzir prioritariamente o seco, preferido dos ingleses e franceses de alta classe.

Comprou poços em que os romanos exploraram calcário para armazenar as garrafas de seu espumante com menor interferência de temperatura da superfície (temperaturas constantes de 10ºC. Hoje as outras casas de champanhe fazem o mesmo mais ela foi a primeira.


A contribuição de Louise Pommery

A inventora do Champanhe Brut

Por investir no gosto dos ingleses por espumantes secos ela inventou o espumante brut. Cerca de 90% da produção de champanhes na época era de doces, ela inverteu sua produção para 10% de doces e 90% de secos. Foi chamada de louca mais não ligou.

Foi a primeira a criar planos de saúde e de aposentadoria para os empregados.

Foi a primeira mulher a ter um funeral com honras de Estado.
mais de 20 mil pessoas foram ao seu velório na cidade de Chigny, que mudou seu nome para Chigny-lesRoses em homenagem a essa grandiosa mulher que amava cultivar rosas.


As rosa as ajudavam também.

As rosas servem de alerta à pragas que as atacam antes de atacar os vinhedos.
Ela desenvolveu essa técnica que é repetida hoje principalmente por produtores de vinhos biodinâmicos. Sempre a frente de seu tempo.


A contribuição dos ingleses.

Os ingleses já produziam garrafas de vinho em seus fornos de carvão que eram mais resistentes e produtivos que os fornos de madeira comuns na França àquela época. As garrafas atendiam aos produtores franceses, espanhóis, portugueses e com o passar dos anos se tornaram os maiores fornecedroras de garrafas da França e do mundo.

Aos ingleses o crédito de terem sido os responsáveis pelo retorno da vedação das garrafas com rolhas, tal como os romanos o faziam. Na época de Dom Pérignon as garrafas eram vedadas com trapos encharcados em cêra de abelha.

Os primeiros a produzir INTENCIONALMENTE vinho espumante.

Colocar açúcar no vinho pronto pra conseguir mais bolhas e também é uma invenção inglesa: Christopher Merret foi o primeiro a documentar a técnica, isso ainda em 1662 (17/12/1662), pelo menos 6 anos antes de Dom Pérignon ter “bebido estrelas” e 40 anos antes de os franceses se auto declararem os inventores do Champanhe.

Na verdade Christopher adicionava açúcar e também melaço de cana (na ausência de açúcar que vinha das colônias) para produzir deliberadamente e não acidentalmente o vinho espumante.
Fonte: https://pt.qaz.wik/wik/christie’s_world_encyclopedia_of_champagne_sparkling_wine (em inglês).

Quem afinal foi o primeiro produtor de espumantes? A história oficial aceita pela maioria dos historiadores.

Em Limoux, na região de Languedoc, por volta de 1531, os mosteiros já praticavam o método ancestral que consiste em engarrafar o vinho que ainda não concluiu a fermentação. O aumento da temperatura na primavera reanima a fermentação da bebida, o que produz um vinho levemente espumante chamado Blanquette de Limoux. Tudo era feito sem muitos cálculos ou fórmulas.

Então sinto deixar pra dizer no final da postagem que foram os franceses de Limoux já produziram a bebida comercialmente 131 anos antes de Christopher Merret, mas já tinha produtores na Champagne produzindo espumantes antes deles.

Data de 1522 uma das primeiras maisons da Champagne já produziam champanhe, a Philipponnat (segundo Charles Philipponnat, com documentos ainda não oficiais). Em seguida, vieram a Ruinart, em 1729; e Claude Möet, em 1743, que depois se chamaria Moët et Chandon, em 1833, famosa pela cuvée Dom Pérignon e que, segundo os franceses, inventou o champanhe e disse: “Venham rápido, estou bebendo estrelas!”

São os ingleses que merecem o crédito por inventar o champanhe, mesmo que o tenham feito por acidente, disse Pierre-Emmanuel Taittinger em entrevista à imprensa.

Em entrevista ao principal jornal francês, o Le Figaro, Taittinger, um dos maiores e melhores produtores de champanhe do mundo, confirmou o que pra mim e pra muitos é a verdade sobre a questão.

“Eles criaram o Champagne por causa de um erro”, revela ele.

Ele explicou que vinhos vermelhos e brancos ainda feitos por monges beneditinos haviam sido enviados para o outro lado do canal, mas os ingleses deixaram os vinhos nas docas de Londres, onde as condições fizeram com que uma segunda fermentação começasse.

“Como muitos grandes erros, isso levou a uma grande invenção”, relata Taittinger, que se uniu a parceiros para plantar um vinhedo no sul da Inglaterra. Ele também credita um lado “louco” da psique inglesa que fez com que as pessoas começassem a ver os vinhos com gás como desejáveis.

As verdadeiras origens do Champagne foram debatidas muitas vezes ao longo dos anos.

Alguns creditaram o monge Dom Pérignon com o desenvolvimento do chamado “Méthode Champenoise” no final do século XVII.

No entanto, os registros da Royal Society no Reino Unido mostram que, em dezembro de 1662, o cientista inglês Christopher Merret apresentou um trabalho sobre vinificação e descreveu como os comerciantes ingleses adicionavam açúcar e melado aos vinhos para “fazer com que eles bebessem espumantes borbulhantes”.

Foi relatado que o trabalho inicial de Dom Pérignon nas adegas francesas era na verdade evitar uma segunda fermentação na garrafa; uma característica inicialmente considerada uma falha pelos produtores. Essa postura mais tarde mudou, é claro.

Dom Pérignon é creditado por ter feito muito para melhorar a qualidade da produção de vinho e da viticultura durante seu tempo como mestre de adega na Abadia de HautVillers, perto de Épernay.

Argumenta-se, portanto, que Dom Pérignon desempenhou um papel crucial no aperfeiçoamento do “Méthode Champenoise” que associamos com Champagne e vários outros vinhos espumantes hoje.

Fonte: Meu Vinho.


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Fontes:

https://sommeliere.com.br/2011/01/18/espumante-ingles-celebra-o-aquecimento-global/#:~:text=Os%20ingleses%20inventaram%20o%20vinho,em%20um%20vinho%20com%20borbulhas.

Afinal, quem inventou o champanhe?
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_XVIII_de_Fran%C3%A7a

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/o-problema-que-deu-origem-aos-espumantes_2818.html

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12 respostas

    1. É sim. É tendência mundial entre o pessoal que quer melhorar o mundo derrubando o que já está pronto pra construir outro no lugar. Se você achou nojento, você é normal como eu. Como a maioria.

  1. Sem álcool em gel já estaríamos todos mortos, mas parece que algumas pessoas não entendem como é importante ouvir os especialistas.

  2. Para o brandy ser considerado Cognac, necess rio que as uvas tenham sido cultivadas, fermentadas e destiladas na Fran a, mais especificamente na regi o de Charente, ao norte de Bordeaux. l que est localizada a cidade de Cognac, que deu nome bebida.

    1. Não. Errado.
      O Conhaque originou-se na região de Cognac, próxima a costa leste, quando marinheiros franceses, precisando de espaço nos porões dos navios, resolveram destilar o vinho popular produzido ali. Do acondicionamento dessa bebida destilada em barricas de carvalho, surgiu a cor dourada, hoje típica do conhaque. A região não fica em Bordeaux, fica longe, bem ao norte do outro lado do Garona (Garonne).

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