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Frio extremo no Brasil: isso vai prejudicar a safra de vinhos em 2020?

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O início da primavera coincide com a época de maior risco de geadas. Os viticultores observam as condições ambientais e o risco elevado de geadas que podem provocar grandes danos aos brotos tenros da videira. Estamos no inverno no hemisfério sul (de 21 de junho até 23 de setembro), no Brasil essas geadas ocorrem também no inverno (quando o produtor já está preparado até para o granizo, pois instala redes de proteção em todo o vinhedo nessa época), com temperaturas de 5ºC em média no RS.

Telas de proteção de vinhedo em Mendoza – Argentina.

A onda de frio histórica fez as temperaturas caírem para -5°C Rio Gde. do Sul, congelando uvas, trazendo geada e neve. No que isso influencia na produção do vinho no país?
A expectativa é que a frente fria possa ter a mesma dimensão de massas polares históricas que atingiram o país em 1955, 1963, 1975 e 1985.

Como o granizo prejudica o vinhedo?

Fonte: HF Brasil

Vamos pegar o último episódio ocorrido no Brasil quando “uma chuva de granizo, atingiu a Serra Gaúcha na quarta-feira retrasada (31/10/2018), e comprometeu drasticamente a produção de uvas na região. De acordo com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), os prejuízos foram estimados em R$ 300 milhões e comprometeram pelo menos 70% da safra de uva indústria. Alguns agricultores atestaram que os danos aos parreirais  prejudicaram a safra 2019/20, porque o seguro não cobriu a totalidade das perdas produtivas desta safra, principalmente aos parreirais que ainda estavam em período de desenvolvimento dos cachos. Desta forma, a retomada para a próxima safra foi dificultada – e uma queda de área na vitivinicultura do Rio Grande do Sul também ocorreu em 2019.

Dentre os municípios afetados estão Bento Gonçalves (RS), que corresponde a cerca de 85% da produção vitícola do estado, além de Nova Pádua – que declarou estado de emergência –, Nova Roma do Sul e Flores da Cunha. De acordo com o relatório da Emater gaúcha, cerca de 13 mil hectares foram atingidos – totalizando um terço da área produtiva do RS, comprometendo variedades tardias (que estavam em plena florada) e outras variedades, em frutificação. Além dos prejuízos na viticultura, outras culturas também foram afetadas, como a cebola e as frutas de caroço.

Ainda de acordo com a Emater, produtores tiveram que investir na atividade de repoda das áreas que não foram totalmente destruídas e fortaleceram a adubação nitrogenada, além dos tratos fitossanitários, que se prolongaram até o final do outono. Com o aumento da demanda por fungicidas, produtores sentiram dificuldade na aquisição do produto. Neste cenário, a rentabilidade da região foi severamente afetada.”

Dependendo do momento do evento, o granizo pode afetar a folhagem, as flores, os caules, os ramos e a uva de várias formas:
As folhas podem ser arrancadas, rasgadas e furadas, restringindo a funcionalidade das mesmas e abrindo portas para incidência de doenças
fúngicas;


Brotos e troncos podem ser quebrados ou machucados na casca, favorecendo doenças;

As flores podem ser derrubadas ou danificadas, no entanto, a extensão total deste dano pode não aparecer até que as inflorescências sejam totalmente expandidas (quando a chuva ocorre no período entre a brotação e a floração).


Os cachos de uva podem ser machucados na casca ou derrubadas no chão, impactando na qualidade, no apodrecimento e na redução da produção.


Embora esses danos possam ser extremos e com perdas totais de produção, as plantas de videira geralmente conseguem se recuperar e sem muito impacto para o próximo ciclo, se os danos ocorrerem no início do ciclo
de crescimento. De qualquer forma, salienta-se que nas áreas afetadas por granizo todas as ações serão paliativas ou curativas, visando, principalmente, a recuperação e o preparo das plantas para os ciclos seguintes. As lesões por granizo no início da estação, logo após a brotação, permitem que ainda ocorram brotações férteis, a partir das gemas que permaneceram latentes, e com efeito mínimo sobre a fertilidade ou a colheita na estação seguinte. Algumas cultivares, como Cabernet Sauvignon,
dispõem de gemas secundárias latentes relativamente férteis e podem até garantir alguma brotação secundária com cachos após danos por granizo.

Contudo, a maioria das cultivares são menos férteis e podem perder totalmente a produção do ciclo.

Além disso, se os danos por granizo ocorrerem em uma época mais tardia (ex.: após a floração), podem reduzir a fertilidade de gemas e a colheita na estação seguinte.

O granizo pode também causar lesões que prejudicam as videiras jovens, em áreas ainda em formação (plantios jovens). Se os brotos que se
estendem até o fio de produção estiverem muito marcados, recomenda-se cortá-los abaixo dos ferimentos para induzir uma nova brotação.


Se isto não for considerado, a cicatrização das lesões neste broto que eventualmente irá se tornar um tronco poderá ter problemas no fluxo de seiva para parte aérea, além de dispor de pontos de inoculação para doenças de tronco.
Outro detalhe importante sobre o granizo é o aspecto sanitário das videiras. As plantas danificadas tornam–se muito mais suscetíveis às pragas e doenças. As podridão, como Botrytis, podem infectar qualquer tecido danificado e, se as condições climáticas estiverem favoráveis.
Portanto, é de extrema importância o uso tratamentos para proteger as lesões, imediatamente após o granizo.
Fonte: Jornal Vale dos Vinhedos – Gazeta

O que os viticultores fazem após chuvas de granizo?

Cuidados para videira e manejo após granizo.

Manejo em áreas com fortes danos com fungicidas.

Nesse caso, quando ocorrem perdas próximas a 100%, os produtores deverão efetuar uma poda de formação/produção igual à efetuada no inverno. A seguir, devem efetuar a aplicação de fungicidas de contato, para a proteção e cicatrização dos ferimentos. Também é recomendado aplicar fungicidas para a cicatrização dos ferimentos nas brotações novas, tais como tiofanato metílico (cercobin), folpet (Folpan), dithianon (Delan), tebuconazole (Folicur) e captan (Orthocide). É necessário realizar a adubação nitrogenada para favorecer as novas brotações e o acúmulo de reservas, pensando na próxima safra. Caso já tenha sido feita a adubação nitrogenada antes do granizo, não há necessidade de repeti-la.
Manejo de áreas com danos moderados.

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Em vinhedos que apresentaram menor intensidade de dano, a recomendação fica centrada na aplicação de fungicidas de contato, para proteção dos ferimentos, sem a necessidade da repoda.

Observações
Tanto em caso de danos fortes ou de danos moderados, sempre é importante a manutenção de pulverizações com fungicidas nos vinhedos
até o fim do ciclo, para que as plantas possam manter as folhas e as novas brotações com boa sanidade para o acúmulo de reservas para os ciclos seguintes. Se isso não for mantido, a videira irá apresentar variabilidade na maturação e fertilidade das gemas e no nível de dormência, prejudicando a brotação, o vigor e o potencial de produção do ciclo seguinte. Além disso, o
descaso no manejo das áreas pós granizo, poderá também favorecer os problemas de declínio e morte das plantas, restringindo a vida útil dos
parreirais.

Conheça os 3 tipos de geadas.

GEADAS BRANCAS
Acontecem quando há uma importante queda na temperatura e a umidade ambiente é alta. Isso faz com que a planta cubra-se da geada; formando uma capa esbranquiçada na superfície. Por isso se denominam geadas brancas. Este tipo de geada não é especialmente daninha para o vinhedo.

GEADAS PRETAS
Seus efeitos são muito daninhos. Não aparece a camada branca devido à baixa umidade do ambiente; não se forma a condensação pelo ar seco. Por isso não há capa de gelo sobre as plantas e o frio seco incide diretamente na estrutura vascular de cada planta, destruindo o tecido interno e aportando a cor escura, parda, que precede a destruição dos órgãos afetados.

GEADAS POR ADVECÇÃO
Esse tipo de geada vai se formando pela entrada de grandes massas de ar frio, muito espessas. Podem chegar a ter dois quilômetros. Entre as peculiaridades está a inexistência de inversão térmica, que se produz quando as temperaturas vão diminuindo à medida que aumenta a altitude. Costumam ser geradas por ventos com velocidades superiores a 15-20 quilômetros por hora, tratando-se de geadas com grande poder de destruição para os vinhedos e cultivos em geral.

Mas afinal, o granizo vai prejudicar a safra de 2020?

Fonte: Agrolink

Saudosos da melhor safra da década em 2018, a viticultura gaúcha não repetiu, em 2019, a grande produção de 2018 e prevê resultados ruins para a safra de 2020. O principal motivo para o fato é datado: a queda de granizo que atingiu vários municípios da Serra e comprometem até 80% da área de parreirais em algumas regiões. Ao todo, a colheita de uvas deve ser de 15% a 22% menor, segundo as estimativas do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), e já complica, também, até a safra de 2020.

“Granizo dessa intensidade deve comprometer duas safras”, comenta o vice-presidente do Ibravin, Márcio Ferrari, lembrando que as árvores afetadas demoram a recuperar o seu potencial produtivo. Em 2020, estima Ferrari, a produção pode chegar até 600 milhões de quilos no Estado, dependendo de como as variedades mais populares se comportarem até a colheita, que ainda não se iniciou. Se as condições ajudarem e o montante se confirmar, a quebra em relação a 2018 seria menor do que a esperada atualmente. Numa safra considerada normal, a colheita gaúcha totaliza em média 663 milhões de quilos.

A chuva de granizo alcançou um raio de quase 100 quilômetros, afetando fortemente cidades como Nova Pádua e o maior produtor de uvas do País, Flores da Cunha, municípios onde o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) estima que 80% dos parreirais foram atingidos. “É um ano que queremos esquecer”, afirma Olir Schiavenin, presidente do STR de Flores da Cunha, que representa ambos os municípios. Schiavenin afirma não lembrar de uma queda de granizo tão abrangente quanto essa.

O dirigente conta que vários produtores estão segurados para a safra de 2020, e, por isso, “possuem uma certa garantia”, mas lembra que muitos não têm nenhum instrumento de segurança para a perda. “Quem não tem, não tem o que fazer”, lamenta Schiavenin, que acrescenta que, entre os poucos viticultores que não foram atingidos, a qualidade dos cachos está boa.

Outro problema para a safra, localizado principalmente na Região da Campanha, área mais recente da viticultura gaúcha, é o impacto indireto do uso do herbicida 2,4-D por sojicultores. Ainda que importante para a produção de soja, o princípio ativo, transportado pelo vento, complica a formação das uvas e pode levar as parreiras à morte em dois ou três anos. “Isso inviabiliza, com certeza, a viticultura. Entendemos a necessidade dos sojicultores, mas a nossa também precisa ser preservada”, argumenta Ferrari. O Ibravin não tem uma estimativa do tamanho das perdas pelo uso dos herbicidas, e afirma buscar uma solução negociada com os produtores de soja para a situação.

Já no mercado de consumidor, o cenário é mais promissor. A venda de derivados da uva (vinhos, espumantes e suco) produzidos no Brasil deve acabar 2020 com 10% de crescimento em relação a 2019, resultado que é defendido por Ferrari como “um bom percentual, visto a situação da economia”.

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12 respostas

    1. É sim. É tendência mundial entre o pessoal que quer melhorar o mundo derrubando o que já está pronto pra construir outro no lugar. Se você achou nojento, você é normal como eu. Como a maioria.

  1. Sem álcool em gel já estaríamos todos mortos, mas parece que algumas pessoas não entendem como é importante ouvir os especialistas.

  2. Para o brandy ser considerado Cognac, necess rio que as uvas tenham sido cultivadas, fermentadas e destiladas na Fran a, mais especificamente na regi o de Charente, ao norte de Bordeaux. l que est localizada a cidade de Cognac, que deu nome bebida.

    1. Não. Errado.
      O Conhaque originou-se na região de Cognac, próxima a costa leste, quando marinheiros franceses, precisando de espaço nos porões dos navios, resolveram destilar o vinho popular produzido ali. Do acondicionamento dessa bebida destilada em barricas de carvalho, surgiu a cor dourada, hoje típica do conhaque. A região não fica em Bordeaux, fica longe, bem ao norte do outro lado do Garona (Garonne).

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