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Mais uma postagem politicamente incorreta pra pra você.

VINHO EM LATA: a tendência virou sucesso. Desvende.

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O que você imaginar, personalizamos pra você.

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Todo mundo desconfiou quando, ainda em 2001, uma vinícola australiana lançou a primeira versão do vinho em lata envasando um tinto safra 1998, arriscaram com a tiragem de 33 mil latas já de cara, mas o sucesso surpreendeu até o mais otimista, três anos depois já estavam atendendo pedidos do mundo todo.

Os EUA ,como sempre, são os maiores produtores de vinhos em latas, o que chamou a atenção da revista Wine Spectator, sediada lá, que fez uma avaliação criteriosa sobre a qualidade da novidade. Segundo Augustos Weeds (Wine Spectator) as vendas em lata aumentaram 69% após a avaliação ser publicada.

Vinhos avaliados pela Wine Spectator

Tudo bem, estamos falando de dois mercados menos conservadores quando o assunto é bebida alcoólica, enquanto americanos se orgulham de seus Tennessee Whiskey e Bourbons com milho, aqui o consumidor ainda torce o nariz. Por lá as garrafas são superfinas e têm o fundo das garrafas chapados, aqui o consumidor ainda vive preso ao buraco no fundo da garrafa “quanto mas fundo, melhor é o vinho”, ouço diariamente, que dirá para vinho enlatado?

Essa resistência atrasou o lançamento deste tipo de envasamento por aqui, Apenas recentemente uma marca lançou suas latas, a Vivante, mas a baixa demanda, talvez, justifique o preço alto (veja abaixo):

Bem mais barato que o seu único concorrente em território nacional, a EVINO lançou (no último dia 14) seus primeiros vinhos em lata, com um design bem mas bonito e jovem, promete acertar em cheio o público unindo design jovial e preço competitivo, R$ 12,90 (exatamente o preço de uma taça de vinho em qualquer estabelecimento e pelo menos 30% mais barato que uma mini garrafa de 187ml). Você pode comprar a unidade ou aproveitar o desconto pra comprar acessórios.

Ice bag é acessório que não pode faltar na praia ou piscina.
A champanheira é um ítem que você vai usar toda semana pra servir brancos e espumantes em garrafa. Fica a dica.

Compare o preço com os concorrentes importados. Se você não tiver “complexo de vira-latas”, como diria o saudoso Nelson Rodrigues, não tem porque preferir o importado ao nacional. Lembre-se que nosso espumante só está atrás dos da Champagne em prestígio, porque em qualidade já igualamos.

Outros vinhos em lata que já estão sendo comercializados no Brasil. Mais caros, mas se isso não for problema, experimente!

Baroke Wines: a pioneira australiana. Preço médio R$ 25,00 cada.
Califórnia Vintage: preço médio R$ 22,90 cada.
MANCAN: a que teve que mudar a propaganda por causa da patrulha feminista que acusou a empresa de sexismo: preço médio R$ 21,90 cada.

Essa novidade é sim, voltada para o público mais jovem, naturalmente menos conservador quando se trata de bebidas alcoólicas mas também preocupados com qualidade e comodidade, além da preocupação com sustentabilidade.

E não! Não estou ganhando nada fazendo este post. A satisfação por apresentar algo inovador e bio-renovável é suficiente pra mim.


Para os que ainda têm receio eu respondo as principais questões:

Ain! Mais é em lata. Não tem o mesmo sabor.
Errado. Tem o mesmo sabor sim. As latas de aumínio (todas, até as de refrigerante) têm uma fina película que impede o contato com o líquido. O sabor é o mesmo de um vinho envasado em uma garrafa. Lembre-se que todos os vinhos são feitos grandes latas (tonéis de metal).

Só vinícolas inexpressivas apostam nisso.
Errado. Grandes casas australianas, neo-zelandezas e americanas estão envasando parte de suas produções em latas e a Europa começa timidamente a fazer o mesmo. A demanda nas casas noturnas, clubes e praias por lá é grande. Destaco a grande e renomada Coppola, de Francis Ford Coppola, que lançou espumante em lata ainda em 2004. Recentemente ele lançou a versão enlatada do famoso Sofia.

Pra você ter uma idéia do quanto estamos atrasados quanto a vinhos, um estudo inédito sobre o mercado nacional de vinhos e espumantes do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) diagnosticou o maior problema do mercado no País: a falta de informação. Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados, por exemplo, responderam que outras frutas, além da uva, podem dar origem aos vinhos. Muitos também fizeram confusão com relação a vinhos e não-vinhos – somente 8% uniram os espumantes à categoria. Como era de se esperar, o melhor nível de informação veio do Rio Grande do Sul.

“Cadê o glamour disso? Não bebi e não gostei.”
Glamour tem sua hora. Quando estamos num churrasco ou com pessoas que gostamos na praia a última coisa que pensamos é no glamour. Reserve seu glamour para um grande vinho num jantar, um grande espumante num casamento. Relaxe, se importe com o que importa e com quem realmente se importa com você.

Não tem o charme.
Eu sei que o serviço do vinho é um ritual. Mas pense na praticidade e na velocidade que uma garrafa demora pra ser transformada pela natureza, além do volume de lixo que ela causa. Te convenci? Não? Então pense na economia de combustível no transporte. Recentemente a Miolo reduziu em 30% o peso de suas garrafas pensando exatamente nisso. Latas são infinitamente mais leves. A natureza agradece.

Não tem rolha, não conserva o vinho como deve.
Leia essa minha postagem onde cito 11 coisas que não se deve falar numa loja de vinhos, no ítem 3 eu explico sobre a tampa screw cap que, pra mim e a maioria dos especialistas, é a maior e melhor invenção do mundo dos vinhos desde a invenção da cápsula de alumínio. Os produtores brasileiros sabem disso mas ainda insistem nas tampas de rosca por medo do preconceito do consumidor brasileiro que ainda está “muito verde”. Austrália e Nova Zelândia lançaram a screw cap, logo os americanos, Chile e Argentina os acompanharam. Só a Europa resiste mais que o Brasil, mas lá há uma tradição vitivinícola de séculos, aqui só há falta de informação.
Baixe essa apresentação que fiz ontem contando a história da evolução do envase de vinho da antiguidade até hoje.

Não resista. Experimente!

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12 respostas

    1. É sim. É tendência mundial entre o pessoal que quer melhorar o mundo derrubando o que já está pronto pra construir outro no lugar. Se você achou nojento, você é normal como eu. Como a maioria.

  1. Sem álcool em gel já estaríamos todos mortos, mas parece que algumas pessoas não entendem como é importante ouvir os especialistas.

  2. Para o brandy ser considerado Cognac, necess rio que as uvas tenham sido cultivadas, fermentadas e destiladas na Fran a, mais especificamente na regi o de Charente, ao norte de Bordeaux. l que est localizada a cidade de Cognac, que deu nome bebida.

    1. Não. Errado.
      O Conhaque originou-se na região de Cognac, próxima a costa leste, quando marinheiros franceses, precisando de espaço nos porões dos navios, resolveram destilar o vinho popular produzido ali. Do acondicionamento dessa bebida destilada em barricas de carvalho, surgiu a cor dourada, hoje típica do conhaque. A região não fica em Bordeaux, fica longe, bem ao norte do outro lado do Garona (Garonne).

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